Glossário

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  • A maior parte dos compostos orgânicos são substâncias húmicas, precedentes da degradação microbiana e química dos hidratos de carbono e proteínas e dospolímeros fenólicos que se formam por condensações intramoleculares de lenhinae taninos de origem vegetal. Ambos os produtos combinam-se para formar poliheterocondensados amorfos (húmus). Dependendo da sua solubilidade, estes compostos diferenciam-se em ácidos húmicos (solúveis em meio alcalino) e ácidos fúlvicos (solúveis em meio ácido), no entanto esta designação é geralmente atribuída a ambos os compostos.
  • Formação de uma camada de um gás ou de uma substância em solução sobre a superfície de um sólido ou, menos frequentemente, de um líquido. Consoante o tipo de forças envolvidas podemos ter dois tipos: adsorção química, onde uma única camada de moléculas, átomos ou iões é unida à superfície adsorvente por intermédio de ligações químicas, ou adsorção física, em que as moléculas adsorvidas são retidas por forças de Van der Waals. Certos compostos orgânicos como hidrocarbonetos, pesticidas, toxinas e outras substâncias causadoras de cor, sabores e cheiros desagradáveis, podem ser removidos da água por adsorção, utilizando carvão activado em pó directamente na água, ou em grãos, como meio filtrante juntamente com a areia. Em certas situações as reacções de adsorção são reversíveis, podendo-se extrair os poluentes adsorvidos ao carvão activado, havendo a sua recuperação. O carvão vegetal em pó ou a argila são excelentes adsorventes em virtude do elevado valor da relação superfície/volume.
  • É o transporte da água entre o local de captação e a ETA, e/ou entre a ETA e a rede de distribuição, abrangendo geralmente grandes distâncias, e normalmente, sem derivações.
  • Substância química muito estável, composta por dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio; como substância, a água pura é incolor, não tem cheiro nem sabor. Esta é a única substância que existe na Terra em três estados (sólido, líquido e gasoso), a temperaturas relativamente próximas, apresenta uma capacidade calorífica muito forte, e calores latentes de mudança de fase muito elevados, sendo um isolante térmico natural (regula a temperatura da Terra, tendo um papel primordial no que respeita à estabilidade da sua temperatura e dos vários fenómenos climáticos). Além destas propriedades, a água é o solvente universal (tem a capacidade de dissolver uma quantidade enorme de compostos, pelo que na natureza não existe pura). A água ocupa cerca de dois terços da superfície da Terra e é o constituinte principal dos organismos vivos, pelo que sem ela não seria possível a vida.
  • Uma água com esta característica é uma água susceptível de promover o ataque corrosivo a condutas ou tubagens por ela atravessadas, devido ao desenvolvimento de fenómenos galvânicos que vão atacando progressivamente a superfície do metal até à sua completa destruição. Quando as condutas são de ferro ou aço pode dar origem a ferrugem, se as condutas forem de chumbo, metal pesado bioacumulável nos seres vivos, pode haver a sua dissolução, podendo causar danos à saúde. Os reservatórios e outros constituintes das redes de adução e/ou distribuição de betão e cimento podem ser prejudicados pela dissolução dos componentes calcários, visto que se trata de uma água deficiente em carbonatos. Muitas vezes torna-se necessário proceder à correcção da agressividade. Há vários tipos de águas naturais agressivas, como as águas superficiais macias, águas superficiais duras (com elevada dureza carbonacea), águas subterrâneas duras (com dureza carbonacea substancial), e águas subterrâneas com baixa dureza carbonacea, mas com elevado dióxido de carbono livre.
  • Água natural (superficial ou subterrânea) que não foi submetida a nenhum processo de tratamento.
  • É a água retirada do meio natural (água superficial ou subterrânea), e que é conduzida à Estação de Tratamento de Água. O tipo de captação depende das origens de água existentes no local, podendo ser, no caso das origens superficiais, constituídas por torres de captação implantadas no leito de um rio, e por furos, no caso das origens subterrâneas.
  • Ou água calcária, é uma água que contém grandes quantidades de cálcio e magnésio. Este tipo de água acaba por ser benéfica para a saúde, pois constitui um acréscimo de cálcio, que é um elemento importante para o organismo. No entanto é um pouco desagradável para o uso, pois pode causar graves danos em canalizações e electrodomésticos, por formação de depósitos de carbonato de cálcio que causam a sua obstrução. Se for muito dura pode mesmo tornar-se inadequada para o consumo humano, pois essas propriedades incrustantespodem causar a destruição de tubagens e outros materiais de captação ou distribuição, podendo haver contaminações da água que chega ao consumidor. Para a remoção dos elementos que contribuem para a dureza da água faz-se o seu amaciamento.
  • Água que contém sais minerais dissolvidos em maior quantidade que as águas potáveis comuns, nomeadamente o cálcio, o magnésio, o potássio o sódio e os bicarbonatos. Neste tipo de água existem bactérias naturais benéficas, como as que existem nos iogurtes (L. casei imunitass).
  • Considera-se que a água está poluída sempre que contenha substâncias poluentes, tóxicas, bactérias patogénicas e temperaturas excessivas
  • Água que está em condições fisico-químicas e microbiológicas para ser bebida, sem pôr em perigo a saúde humana. Para tal não deve conter microorganismos patogénicos ou substâncias químicas acima dos valores estabelecidos na legislação.
  • É a água já tratada, que dá entrada no sistema de adução e armazenamento, ou directamente no sistema de distribuição.
  • Água que se situa abaixo da superfície do solo na zona de saturação e em contacto directo com o solo ou o subsolo, ocupando os poros e fendas do solo e de formações rochosas. Este tipo de água é muito vulnerável à poluição, sobretudo agrícola, devido à sua fraca capacidade de autodepuração (na maior parte dos casos não contém oxigénio dissolvido). No entanto, se não estiver associada episódios de poluição ou sobre-exploração, apresenta melhor qualidade que as águas de origem superficial, requerendo um tratamento menos exigente para a sua potabilização.
  • Água que não penetra no subsolo, correndo ao longo da superfície do terreno, e acabando por entrar nos lagos, rios ou ribeiros; água armazenada numa parede rochosa, represa ou barragem; água recolhida de uma pequena zona de drenagem como um telhado, e armazenada numa cisterna para uso doméstico. Em termos de abastecimento de água, esta é captada em rios, canais, ribeiras, lagos, bacias de retenção e albufeiras. As águas superficiais têm uma composição muito variável, consoante as características do local e as épocas do ano, apresentando geralmente elevada turvação no Outono/Inverno, e algas na Primavera/Verão, contendo partículas em suspensão, substâncias químicas e microorganismos que as tornam impróprias para consumo humano sem tratamento. As principais características de uma água de superfície são: Temperaturas relativamente altas; Elevada concentração de matéria orgânica dissolvida, proveniente da decomposição de vegetação e de resíduos de origem antropogénica; elevada turvação, devida principalmente aos sólidos suspensos (matéria orgânica finamente dividida, microorganismos, plâncton, areias, argilas, etc.); desenvolvimento por vezes excessivo de algas, bactérias, cistos e vírus patogénicos de grande variedade; Sabores e cheiros resultantes de todos estes fenómenos. Deste modo, este tipo de água não deve ser consumido sem ser previamente submetida a um tratamento prévio (que depende das características da água a tratar), para que não comprometa a saúde humana.
  • Águas contendo desperdícios dissolvidos e em suspensão que lhes conferem uma composição variável, dependendo das actividades que lhes deram origem. Podem tratar-se de águas residuais domésticas, se a sua origem é as instalações residenciais e serviços, e também as águas pluviais, e caracterizam-se fundamentalmente por uma elevada carga orgânica, nomeadamente microorganismos de origem fecal, que provocam a sua contaminação. As águas residuais industriais por sua vez resultam da laboração das indústrias, tendo por isso, composições muito variáveis. Ambas têm de ser convenientemente tratadas em estações de tratamento destinadas a esse fim (ETAR’s) antes de serem descarregadas no meio hídrico. Se as águas residuais industriais forem compatíveis com as domésticas, podem ser tratadas na mesma estação de tratamento, mas muitas instalações industriais possuem ETAR própria.
  • Plantas simples, que contém clorofila e/ou outros pigmentos fotossintéticos, muito abundantes na água e locais húmidos. Estas plantas podem ter dimensões variadas, e as microscópicas podem encontrar-se livremente suspensas ou fixadas a certas superfícies. A sua classificação é feita consoante a sua estrutura, pigmentos, filamentos e natureza química da parede celular. O crescimento das algas depende da presença de vários elementos químicos presentes em determinadas proporções, nomeadamente o fósforo, o azoto e o carbono. Estes nutrientes podem ter várias fontes, como a degradação da vegetação, erosão das rochas, efluentes domésticos e industriais, detergentes fosfatados e escoamento agrícola. Estes organismos são caracterizados, em parte, por uma grande simplicidade de estrutura, diferindo do grupo das bactérias (à excepção das
  • “... É o conjunto dos sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações e dos factores económicos, sociais e culturais com efeito directo ou indirecto, mediato ou imediato, sobre os seres vivos e a qualidade de vida do Homem.” (Lei de Bases do Ambiente, Lei n.º 11/87, de 7 de Abril)
  • Formação geológica ou solo poroso, limitado em superfície e em profundidade, através do qual a água se pode infiltrar a grandes profundidades, talvez muito lentamente, retendo-a como uma esponja, e proporcionando água subterrânea para fontes e poços. Também chamado lençol de água subterrânea ou lençol freático.
  • Após a injecção do desinfectante, geralmente cloro gasoso, na água filtrada, esta é armazenada em cisternas e depois é aduzida até aos reservatórios. O armazenamento tem pois várias funções: durante o tempo em que a água está armazenada, ao estar em contacto com o cloro, permite que se dê a oxidação de compostos orgânicos que eventualmente tenham escapado ao tratamento, ou que tenham sido introduzidos, p.e. por alguma rotura, contribuindo para a obtenção de uma água em condições para ser bebida; constitui uma reserva de água para dar resposta às flutuações dos consumos, e garante a existência de pressão hidráulica necessária na rede de distribuição (geralmente os reservatórios situam-se em locais com cotas elevadas para evitar a construção de estações elevatórias).
  • Após a injecção do desinfectante, geralmente cloro gasoso, na água filtrada, esta é armazenada em cisternas e depois é aduzida até aos reservatórios. O armazenamento tem pois várias funções: durante o tempo em que a água está armazenada, ao estar em contacto com o cloro, permite que se dê a oxidação de compostos orgânicos que eventualmente tenham escapado ao tratamento, ou que tenham sido introduzidos, p.e. por alguma rotura, contribuindo para a obtenção de uma água em condições para ser bebida; constitui uma reserva de água para dar resposta às flutuações dos consumos, e garante a existência de pressão hidráulica necessária na rede de distribuição (geralmente os reservatórios situam-se em locais com cotas elevadas para evitar a construção de estações elevatórias).